Autor: Manuel Ferreira da Costa


  • Quando dei com o Virgílio na Visconde da Luz, especado em frente ao homem-estátua, e ele me alertou — Põe-te a pau que o Acácio anda a armar-se em parvo com um olho em mim e outro no homem-estátua, eu não acreditei. Não acreditei que o Acácio andasse a armar-se em parvo, porque o conheço…

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  • Avançava contra o tempo, transformado num verdadeiro temporal, e contra o relógio que o obrigava a esticar o passo a cada momento. A noite já ia longa quando o Zé Vítor se dirigiu à sala da avó, numa casa rodeada de um jardim magnífico e bem cuidado, com um lago de forma oval do qual…

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  • Reunidos naquela tarde à porta da taberna do Joaquim Duarte, todos o aguardávamos. Mal ele apareceu, largou misterioso o desabafo– Olhem lá… lá. Estive cá a pen… pensar. Foi o que ele disse.Com o passar dos anos é com frequência que dobro os olhos para antigamente e vejo que a minha memória regista vários episódios…

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  • Nasceu o menino

    A manhã rompeu tranquila e soalheira. Era Verão e o céu azul estalava de claridade. O relógio da torre da igreja acabava de assinalar as horas com dez badaladas roufenhas do sino, e enquanto me dirigia ensonado à cozinha, reparei que aquela manhã decorria de uma forma estranha, muito diferente da habitual. Por toda a…

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