Nunca é tarde demais. Ao longo da minha vida, sempre considerei que a escrita era só para os talentosos e para os criativos que "devoravam" livros de vários autores. Por isso, fui simplesmente escrevendo umas notas, guardadas em lugar incerto. Mas, quando iniciei a atividade - Escrita Criativa - na Aposenior, sob a coordenação de Cármen Mendes, foi com a esperança de que poderia concretizar um sonho. As suas orientações e os seus desafios têm despertado em mim a convicção de que nunca é tarde demais para dar início à minha escrita. E, sob a sua orientação, vou dando os primeiros passos, fazendo ouvir a minha voz, ainda que dentro das quatro paredes da sala de aula, consciente de que ainda há um longo caminho a percorrer. Agradeço a sua dedicação e por acreditar em nós.

M. Dulce Pitarma
Cármen revela um elevado profissionalismo e competência pedagógica, aliando o domínio técnico a uma enorme sensibilidade humana muito próxima dos alunos.
A sua ostensiva simpatia, disponibilidade e dedicação contribuem para um ambiente de aprendizagem e desenvolvimento motivador e inclusivo, muito positivos, por parte dos participantes.
Demonstra uma verdadeira entrega à formação técnica e humana preocupando-se não só com a transmissão de conhecimentos, mas também com o crescimento pessoal dos alunos. O seu empenho e dedicação fazem dela uma referência inspiradora no processo de aprendizagem, no âmbito da “Escrita Criativa”.

Carlos F. Costa
Quando alguém me sugeriu a frequência da “Escrita Criativa – Laboratório de Escrita de Ficção” terei correspondido com a pergunta “porque não?”. E foi perante uma turma de gente interessada em escritas e leituras que conheci a coordenadora, Cármen Mendes.
Diligente e afável, Cármen Mendes porfia na ajuda a dar-nos no ofício da escrita, designadamente mediante a transmissão de ensinamentos relativos ao uso das técnicas, ao aprimoramento da linguagem com o recurso a figuras de estilo, ou à avaliação ponderada do uso de adjetivos, de aforismos ou de lugares-comuns. De forma interessante e competente, Cármen Mendes tem-nos levado, ainda, à busca da criatividade, dando ênfase à imaginação, trabalhando connosco a inclusão de complexidades e conflitos nos nossos textos.
Citando escritores míticos como James Joyce ou Virginia Woolf, ou autores que procuram a consagração como Afonso Reis Cabral ou Carla Pais, Cármen Mendes apresenta caminhos, estilos e temas que contagiam os participantes nas aulas e os levam a acarinhar o gosto pela leitura e outros sim a perseguir o aperfeiçoamento da sua proficiência na arte de escrever.

Manuel Ferreira da Costa
Conheci a Cármen num clube de leitura. Durante os diálogos em torno do livro que analisávamos, pude perceber o seu conhecimento sobre as técnicas de escrita. Ao final, batemos um breve papo e ela me apresentou a atividade de escrita que ministra e convidou-me para participar de uma aula experimental. O que dizer da atividade? Realmente incrível; os encontros são dinâmicos e descontraídos. A metodologia utilizada aflora a imaginação e desperta o escritor que ocasionalmente está adormecido em nosso ser. Ao seu término, é impossível não ter apreendido algo novo e produzir e ter ideias para a criação de um texto literário. A interação com os colegas é uma das coisas que mais gosto. Ler minhas produções, ouvir as deles e debater livremente sobre os pontos a serem melhorados, enriquece coletivamente a capacidade de escrita de cada participante. Sem falar no diálogo cultural proporcionado, é interessantíssimo conhecer as singularidades de Portugal e de outros países e demonstrar as brasileiras por meio da literatura. Enfim, parafraseando uma música brasileira que se popularizou na voz de Ivete Sangalo, numa escala de zero a dez eu dou cem à Cármen e seu trabalho, e cem parece pouco!

Maurício Silva
O que eu posso dizer desta atividade de escrita criativa/ficção reflete a minha aventura, neste novo mundo, que descobri quase há dois anos. Abriu-me uma nova visão sobre os métodos de criação e de escrita, que eu já explorava há algum tempo, e o que eu, entretanto, aprendi, com a coordenadora da atividade, Cármen B. Mendes, não me desiludiu; tem me ensinado a contruir a narrativa. Demonstra o conhecimento que possui na área, além de saber orientar potenciais novos escritores ou até mesmo pessoas que estão interessadas na atividade de escrita, apenas, por lazer. Para os interessados e curiosos, estas aulas além de serem bastante estimulantes, também são alvo de bom companheirismo e partilha de várias experiências, entre os alunos e a Cármen. É sempre bom, para qualquer um de nós, saber do que é capaz e até onde pode chegar. Esta atividade de escrita, e, concretamente, a Cármen é a pessoa ideal para nos mostrar isso e a ajudar-nos a chegar mais longe e a “bom porto”. Como referiu Walt Whitman, O Captain! My Captain!, popularizado pelo «Clube dos Poetas Mortos», esperemos que queiram juntar-se à nossa tripulação.

Diogo Lopes Carneiro
A Cármen ensina a técnica e potencia os conteúdos da escrita, promovendo o desenvolvimento da atividade e provocando sinapses, umas atrás das outras, como um «alegre festival».
Como coordenadora da atividade de escrita de ficção, ela ensina e apresenta-nos exercícios que estimulam a criatividade, e que prepara especialmente para nós.
Este espaço foi e é, para mim, uma alegre descoberta; frequento-o, semanalmente, há um ano e meio. Começámos numa biblioteca antiga, e escura, depois para um espaço, que através do vidro, se via um jardim farto de plantas, que desenvolvia em nós o gozo de saber mais e mais! Agora, estamos com sessões online e continuamos a crescer por dentro.
Estou à vontade para escrever sobre esta atividade, porque sinto tudo isto em todos os aspetos da minha vida, com força. Os meus neurónios começaram a trabalhar com ânimo. O meu à-vontade, com tudo, reergueu-se, como se renascesse; de tal maneira que me atrevi a apresentar-lhe um texto original, que a Cármen está a editar, com o nome «A última carta».
Obrigada, por tudo isto, amiga.

Maria A. Antunes
A minha colega Cármen Mendes revela sempre uma grande atenção aos elementos que sustentam uma cena: um objeto colocado no sítio certo ou fora dele, uma frase que se alonga ou não, um pormenor que fixa o momento. Nos contos que escreve, basta‑lhe mostrar uma personagem a pousar a mala no chão para se perceber como atravessou a manhã. No trabalho com os alunos, as qualidades são outras, embora ligadas às primeiras. Quando lê um parágrafo, indica o ponto exato em que a frase se desvia do que quer dizer, ou onde o verbo não acompanha o que a cena pede. Trabalha sempre o texto sem teorias desnecessárias e quem a aprende com ela percebe imediatamente o que pode ajustar. A escrita e a pedagogia da Cármen assentam no rigor e na leitura atenta, sempre com atenção ao texto e às pessoas que com ela aprendem escrita de ficção.

Abel Mota
Eu e a Cármen fizemos a mesma pós-graduação em Escrita de Ficção e, desde aí, fomos trocando ideias, sobre textos, sobre edição, sobre o que funciona e o que não funciona. Partilhamos a mesma paixão: escrever bem e melhorar sempre, cortar arestas, encontrar o ritmo certo. Quando trocámos críticas, o que mais me chamou a atenção foi a maneira como ela junta sensibilidade e praticidade. Vai ao ponto, sobretudo em textos curtos, onde cada palavra conta. A Cármen lê com atenção e tem método, mas também tem aquela generosidade rara de quem quer mesmo ajudar o outro a acertar o tom. Sempre que preciso de alguém para ler um texto meu, com honestidade e cuidado, penso nela. E sei que pode fazer o mesmo por outros escritores que precisem de um olhar atento e seguro.

Eduardo Fernandes
A Cármen Mendes é uma coordenadora de escrita criativa e ficção com um bom conhecimento da área e uma capacidade rara de inspirar quem escreve. A forma como orienta, desafia e acompanha o processo criativo faz com que me seja mais fácil ganhar confiança, arriscar e acreditar nas próprias ideias. O seu acompanhamento tem impacto real na forma como encaro a escrita, tornando o processo mais consciente, mais exigente e, acima de tudo, mais confiante.

Marco D’ Almeida
A abordagem da Cármen à escrita consegue o equilíbrio difícil entre rigor, técnica e liberdade criativa. Interessada no desenvolvimento do existente e na fundação do novo, mantém-se fiel às suas convicções, enquanto procura o imprevisto. Em permanência, inconformada com as soluções do costume. Tudo isto sem intransigências. Procura equilíbrios confortáveis para todos os leitores. Trabalhar com a Cármen é beneficiar desta atitude. Também é um desafio constante: pelo querer corresponder. Mas a humildade que transmite em cada palavra, expressão ou momento, torna a experiência tranquila, despretensiosa. Firme, mas profunda. Mas vamos ser simples. O melhor de tudo, é a perceção imediata de uma interação com uma pessoa natural, em que até a ficção é humana.
