Certo dia, a fada Sira ouviu dois meninos a conversar; o mais animado contava ao outro o sonho que tivera nessa noite:
— Foi fenomenal! Andei num escorrega nas nuvens. Faz a adrenalina subir. E, também, andei de triciclo, de comboio a vapor e joguei à bola. Do que mais gostei foi do pónei Équo que me levou a saltar de nuvem em nuvem. Maravilhoso! Depois, encontrámos a estrela Trila, mas falámos pouco com ela, porque estava atrasada e já imaginava o ralhete que ia apanhar da mãe, francamente, Trila... atrasada mais de meia hora e tanto eu te recomendei para chegares cedo... que estiveste a fazer? Parece-me que para a próxima ficas em casa... quem não sabe merecer a liberdade acontece-lhe assim.
E a Trila se desculparia, mãezinha, a festa estava tão divertida que era impossível nós nos lembrarmos das horas e eu fui a primeira a sair e vim a correr; só parei quando encontrei dois meninos a conversar. O mais pequeno estava muito entusiasmado a contar um sonho, enquanto o outro, muito triste, parecia uma esponja a sorver ansiosamente todas as palavras do seu companheiro.
A mãe, um pouco curiosa, de imediato, lhe responderia, qual a razão para o menino ouvinte estar assim tão triste? Não estou a perceber.
A estrela não hesitaria em esclarecer-lhe, ele nem sequer sabia que há sonhos, mamã, e eu fiquei muito triste também e fui contar à Sira. Ela teve uma ideia tão linda!
Enternecida, e mais calma, ela confidenciaria, eu também estava a ficar muito triste, mas já não estou, pois percebi que germinou para aí ideia brilhante. Agora não me mates com curiosidade, conta-me, depressa.
Tranquila, a estrela explicaria, a Sira disse que vai arranjar uma fábrica para fazer sonhos por encomenda e quer-me a trabalhar com ela! Estou tão feliz, mamã!
Deixe um comentário